sábado, 14 de dezembro de 2019

Análise de Games - Gears of War - Xbox 360


Eu comprei muito recentemente meu Xbox 360 e decidi que o primeiro jogo que eu jogaria nele, seria o Gears of War. E foi assim que aconteceu, e felizmente, foi uma grata surpresa.
Gears of Wars traz um mundo futurista de um planeta chamado “Sera”, após passar por um processo de esgotamento de recursos do planeta, foi encontrado um novo elemento chamado Imulsion, que se tornou a principal fonte de energia de baixo custo e de grande durabilidade. Depois de vários acontecimentos e o planeta voltando a se reerguer, os alienígenas, denominados Locust, para se apossarem dessa fonte de energia. Nisso, entram em ação as forças militares para protegerem o planeta Sera e você entra na pele de Marcus Fenix, que se encontra na prisão, acusado de abandono de posto após sair da sua posição para salvar seu pai. Cercados de invasores e as forças de defesas perdendo o combate contra os Locusts, Fenix foi convocado novamente para as forças especiais e o game inicia.
Vamos as avaliações:

História – 8,0

O roteiro não é ruim, o motivo da guerra é aceitável, mas, muito clichê. Me lembrei muito de Resistance do PS3 enquanto jogava o Gears. Mas, o enredo consegue te prender o suficiente para várias horas de jogatina (finalizei em 9 horas), uma narrativa muito eficaz nas apresentações dos personagens e de suas dificuldades em alcançar os objetivos. Mas nada muito longe de diversas histórias que temos por ai.

Jogabilidade – 8,0

O game tem notoriamente elementos de Residente Evil 4 com o posicionamento da câmera, o que se tornou padrão para muitos jogos de ação que foram lançados posteriormente.  Os personagens possuem uma ótima movimentação e o sistema de cobertura funciona muito bem. O que me incomodou e muito nesse jogo, é a falta de sensação de impacto dos tiros, tanto dos tiros contra os inimigos, como os tiros recebidos. Parece simplesmente que o tiro não está pegando, você vê que a barra de vida cai dos inimigos, mas você não sente que o tiro está dando algum impacto nos Locusts.

Desafio – 8,0

Jogo bem fácil, com alguns momentos de dificuldade para enfrentar uma quantidade elevada de inimigos e alguns chefes, mas nada que tire seu sono. Esse game eu esperava que houvessem inimigos que chamassem mais a atenção e inimigos mais torturantes de se matar, mas assim ficou marcada um pouco a geração Xbox 360, PS3 e Wii, com jogos com a dificuldade menos elevada, (ignorando Dark Souls, por que ele não é desse planeta).

Diversão – 8,5

O game possui algumas escolhas de caminho que para os jogadores mais hardcores são verdadeiros tesouros para um replay do game para explorar outros caminhos ou até mesmo combinações diferentes de direção. Vale mais umas duas jogatinas.

Áudio – 7,5

Verifiquei alguns erros na dublagem dos personagens, em muitos casos não é possível ouvir o que dizem e em outros, simplesmente não saia a voz. Ambientação sonora excelente e as músicas das fases com mais ação realmente joga uma adrenalina muito boa. Mas, não encontrei essa qualidade nos efeitos sonoros das armas e novamente, nem um som de retorno de dano, você atirava e não ouvia e nem percebia o impacto nos inimigos.

Nota Final: 8,0


Já temos uma série completa em nosso canal, não deixe de conferir :

Análise de Games - Resident Evil 7 - Playstation 4


Como fãs da série Resident Evil, já sabemos que a cada jogo novo temos uma transformação. Aconteceu em Resident Evil 4, Resident Evil 6 e agora aconteceu novamente em Resident Evil 7. 
Sou retrogamer e ainda estou bem familiarizado com a fórmula original do título com câmera aérea e com cenários fixos e confesso que não fiquei muito surpreso com a mudança de jogabilidade em Resident Evil 4, pois apesar das diferenciações de controles, todo o restante estava lá (tirando os zumbis) e a tendência de novas tecnologias levariam a mudanças na série naturalmente.
Resident Evil 7 foi um choque para mim, por ser tratar de um título da série principal, eu esperava ver os personagens de sempre, com a imersão de sempre, com a ambientação de sempre e pelo menos com uma jogabilidade com alta qualidade de como sempre foi. Mas não foi o que chegou, e sim uma mudança muito grande em todos os aspectos da série  que lembrou outros títulos como Outlast e P.T (defunto Silent Hills). E falaremos abaixo os posicionamentos.
Após o desaparecimento de sua esposa, Ethan recebe um vídeo mostrando sua amada, Mia, desculpando-se pelo seu desaparecimento e pedindo para que ele não a procure, mas como todo personagem que nunca escuta o que falam, ele parte em busca do paradeiro de sua amada e acaba chegando em uma casa perdida, abandonada e totalmente suja, com um ar de morte por todo lado. Logo em seguida, Ethan descobre que não está sozinho e se depara com a família Baker e saberá de toda a verdade sobre Mia, em meio de acontecimentos paranormais, experimentos biológicos e mortes.
Avaliações:

História – 8,0

Esqueça dos ZumbisHuntersLickers e todas aquelas armas biológicas que conhecemos, o perigo aqui é a própria família Baker. O game tem uma boa sustentação, mas inicialmente é um pouco cansativo por não se desenvolver bem. Faltou uma interação melhor, uma imersão, em cima de cada membro da família e principalmente com o Lucas, que tinha tudo para ser o inimigo mais marcante do game, com um ar de Coringa (Joker), poderia ter sido mais trabalhado durante o game. Em contexto, herói salva a mocinha funciona, mas como grande parte dos jogos da série, nem sempre o final é o feliz, vai depender de suas escolhas durante o decorrer da história que vai decidir o final, também não sou fã dessa forma de possibilidade, pois passa uma impressão de “sem importância” e descartáveis para os personagens. Não há muito fator surpresa, mesmo com o exagero de cenas de jump scare, todos são previsíveis. A ideia é muito boa, para um Outlast e não para Resident Evil.

Jogabilidade – 7,0

Eu entendo a intenção da Capcom em trazer uma imersão mais realista do jogo, de um personagem que não tem habilidade excepcional nenhuma, mas se tem uma coisa que eu preso em um game é a jogabilidade. Eu usei as configurações padrões do jogo e encontrei uma movimentação muito limitada, demora nas ações, reações limitadas após atirar, bater, correr e etc. Vou exagerar um pouco, mas a jogabilidade me lembrou um pouco de Wolfstein 3D. O formato FPS foi uma aposta ousada, e claro, comercial devido ao VR,  ele funciona muito bem para o jogo e para a ambientação, pois assim os sustos ficam mais realistas e realmente há momentos de apreensão por caminhar pelos locais escuros e com os sons do piso rangendo e até do vento, mas, o FPS não permitiu que o jogador  desenvolva um carisma com o personagem e acaba que não ligamos tanto para as mortes, mais uma vez, tornando-o descartável.

Desafio – 7,5

A princípio o jogo passa a sensação do game ter uma dificuldade mais elevada, mas é mais devido ao fator surpresa do que por dificuldade. De certa forma, o jogo ajuda e muito o jogador, principalmente nos momentos de confrontos com os inimigos pois todos tem um padrão de ataque, então, basta observar um pouco para saber as ações que precisam ser tomada. Os puzzles tem um padrão de dificuldade parecida com a série nos primeiros jogos.

Diversão – 8,5

Apesar de todas as comparações com as séries anteriores, Resident Evil 7 sendo avaliado individualmente é um jogo que prende a atenção depois que o game se desenvolve e para os fãs de jogos de terror, com certeza é diversão garantida. Os puzzles e o sentimento de estar sendo caçado praticamente o jogo ajudam bastante na jogatina e na diversão.

Áudio – 9,0

A ambientação sonora desse jogo é sensacional e usar um fone de ouvido durante o game é quase que uma obrigação. Cada tipo de piso faz um som diferente a cada passo, os objetos fazem sons próprios, o vento, a chuva, s trovões, as folhas, e praticamente todos os objetos do cenário trazem uma imersão inigualável. Há um momento no jogo em que a escuridão é mais profunda e começa algumas vozes de uma criança no ambiente, dá vontade de fechar o jogo e ligar as luzes da sala haha.

Nota Final: 8,0

Apesar das minhas criticas quanto ao jogo, Resident Evil 7 não é um game ruim, pelo contrário, ele entrega o que promete e com uma boa qualidade. Minhas críticas são em comparação com as séries anteriores, apesar da ambientação e puzzles lembrarem os primeiros games da série, ficou faltando um carisma com os personagens, o jogador não consegue criar uma identidade com eles. Não sei se até o final RE7 seria um game que segue a série original, eu aceitaria facilmente se fosse um novo Gun Survivor para explicar alguma parte determinante do enredo, mas vamos aguardar o DLC de “Not a Hero” para entender melhor a missão do jogo . Depois do jogo a pergunta será: quem é o Ethan perto do Chris, Leon, Clair, Jill, Rebecca? Ele terá um papel fundamental na história do game? Vamos esperar =]

Análise de Games - The Magical Quest: Starring Mickey Mouse - Super Nintendo


Se preferir ver o vídeo da análise, basta clicar abaixo. Aqui você escolhe se quer ler ou assistir =]


As gerações de consoles de 08, 16 e 32 bits são conhecidas por grandes títulos e o pontapé de jogos que se tornariam clássicos inesquecíveis posteriormente. E falar em sucesso, a Disney era uma gigante não só nas famosas séries animadas, mas também pelos jogos épicos da empresa, que já vinha com um currículo invejável com Ducktales e Castle Of ilusion nos 8 bits da SEGA e da Nintendo.
Magical Quest: Starring Mickey Mouse se tornou um dos clássicos inesquecíveis da Disney para o Super Nintendo produzido pela Capcom. No game, Mickey Mouse e seus amigos, Pateta e Donald, junto com seu fiel companheiro Pluto, estavam em um parque brincando quando Pateta joga a bola para Mickey, que não consegue segurar e ela acaba indo para longe. Sem pensar muito, assim como todo cachorro afobado e louco por bolinha, Pluto corre atrás e acaba se perdendo. Pateta diz ao Mickey para ficar tranquilo que ele iria resgatar o Pluto, mas como sempre, acaba sumindo junto.
Mickey vai ao resgate de seus companheiros e acaba caindo em um precipício e chegando em um mundo com criaturas estranhas e bem agressivas. Lá encontra um mago que explica pra ele que o mundo está sendo ameaçado pelo Imperador Bafo de Onça, que também sequestrou Pluto e que nunca mais ele o viria ( pensa em um mago otimista…). Após convencer o mago que ele faria de tudo para resgatar seu companheiro, o mago decide ajudar o camundongo e diz que ele deixará baús mágicos espalhados pelo caminho até chegar na batalha final contra o imperador. No decorrer do jogo, Mickey Mouse descobre que esses baús contêm “fantasias”/uniformes especiais que vão lhe habilidades extras: a roupa de mago, que atira magias contra os inimigos e possibilita o personagem a respirar embaixo d’água, a roupa de bombeiro que possibilita mover pedras e objetos pesados com a força da pressão da água e apagar o fogo em plataformas em chamas e a roupa de alpinista que o auxilia a escalar em locais mais altos, engatar em ganchos para alcançar outras plataformas e segurar a objetos e jogá-los nos inimigos. Todas essas habilidades vão se mostrar extremamente úteis para passar pelos 6 mundos diferentes e com ambientações distintas, que vão de florestas, ambientes gélidos, penhascos e muito mais.
Avaliação
História – 9,0: Avaliar o quesito história para um jogo da Disney precisa, obrigatoriamente, considerar o que ela sempre propõe como marca e ideologia, e analisar se há aplicação nos games. E nesse jogo o casamento é perfeito. O contexto geral parece óbvio, mas as variações de encontros com o chefe, a aplicação dos poderes mágicos e habilidades extras e no fim, fazer de tudo para salvar o melhor amigo em vez de uma princesa/amada, coloca em destaque a história simples mas com detalhes que enriquecem a narrativa do jogo.
Jogabilidade – 7,0: Um dos problemas de jogabilidade de Magical Quest é a precisão nos controles, em muitos casos, parece que a resposta de ação do controle com a movimentação do personagem na tela sofre um pequeno delay, mas que faz muita diferença, percebido  principalmente na fase dos alpes, onde precisa-se de uma certa precisão para mirar nos ganhos elevados e que muitas vezes, passamos direto pois o personagem não responde com certa precisão.

Desafio – 7,0: Magical Quest: Starring Mickey Mouse pode parecer um game um pouco difícil no final do game e precisar de certa paciência para passar de algumas fases iniciais devido a precisão dos controles. O game te ajuda quando você começa a morrer com certa frequência em algum chefe ou sub-chefe, deixando os inimigos mais fracos e derrotando-os com mais facilidade.
Diversão – 8,5 – Diversão é o que não falta e há até um fator replay em busca de todos os itens secretos do jogo. O cenário, a busca por lugares inexplorados, as variações de chefes, entre outros fatores, são garantia de bons momentos em frente a televisão.
Áudio – 8,5: Não tem muito o que se falar do áudio, em questões de efeiros sonoros atesnde muito bem, cada personagem do game tem uma personalidade sonora própria, cada tipo de plataforma, cada habilidade extra tem sua característica e bem ajustada com o game. As músicas são um charme a mais no game, cada  mundo do game, cada chefe e principalmente no último, a música envolve bem e consegue passar os sentimentos de calmaria, tensão, vitória entre muitos outros.
Nota Final: 8,0

Análise de Games - O Fantástico Mundo de Bobby - Super Nintendo




Se preferir assistir a análise de o Fantástico Mundo de Bobby no Youtube, confira abaixo:



Os anos 90 foram invadidos por uma criança de 4 anos de idade, graças a sua incrível imaginação que de tão fértil que é, pode-se chamar de um mundo próprio, a Bobbylândia. E o Fantástico Mundo de Bobby, ou Bobby’s World nos Estados Unidos, trouxe para nossas casas esse garoto que apenas com o pensamento, consegue enfrentar criaturas horrendas, monstros no espaço, conversar e se aventurar com seus brinquedos favoritos.

A Série

O Fantástico Mundo de Bobby foi ao ar nos Estados Unidos pela Fox Kids em 1990 até 1998, aqui no Brasil, ele chegou a passar também no SBT no horário da manhã para competir com a TV Colosso da Rede Globo e fez um sucesso bem considerável, deixando diversos “adultos” nostálgicos só de ouvir a abertura do desenho, até hoje.
A série foi criada pelo ator e comediante Howie Mandel, que também participa do desenho representando o pai de Bobby, Howard Generic além de ser o dublador de Bobby. O desenho animado totalizou 80 episódios divididos em  7 temporadas.
Em O Fantástico Mundo de Bobby, o enredo gira em torno do Bobby um garoto que possui uma imaginação sem limites e repleta de referências do mundo pop. O garoto trabalha muita nas suas fantasias, principalmente quando ouve colocações ao pé da letra, por exemplo, no episódio 4, Meu Pai Conserta Tudo, Howard leva Bobby até uma loja de ferramentas e diz para o garoto que lá se vende de tudo sobre ferragens, que é a Disneylândia das Ferramentas, o garoto então liga seu cérebro criativo e imagina um parque de diversões, com carrossel de engrenagens e uma montanha russa onde o carro é uma tomada, e por ai vai. Sempre muito divertido e com excelentes referências.

O Jogo

Uma curiosidade e um mistério sobre Bobby’s World de Super Nintendo, é que ele nunca foi lançado. Pois é, o jogo ficou pronto em 1995 e foi produzido pela Riedel Software Productions e seria distribuído pela Hi Tech Productions, mas essa veio a falir no mesmo ano e o jogo acabou não sendo lançado. Pesquisando na internet, eu encontrei referências e até um review do game pela IGN, mas praticamente em todos os sites e fóruns americanos que procurei, confirmaram que o game nunca foi lançado. Isso explica a dificuldade absurda que eu tive de encontrar o cartucho original e ainda, descobri que tem algumas pessoas vendendo o jogo reprô como se fosse original e por um valor absurdamente alto. Mas, vamos parar para pensar, se ele não foi lançado, como temos a rom disponível facilmente na internet e o jogo completo?
Juntando algumas informações eu concluí que, possivelmente, algumas cópias já haviam sido produzidas para testes e para a imprensa, sendo assim, quando souberam que o jogo seria cancelado, alguém criou o rom do jogo e lançou ele na internet para que todos tivessem acesso. Agora imaginem, um jogo pronto, finalizado e com um dos personagens mais queridos da época, sendo cancelado. Realmente a empresa não estava passando por uma fase muito boa, mas isso é só uma especulação e a verdade pelo que parece, ainda não foi revelada.

Avaliação

História – 6,0

Em Bobby’s World, a Martha Generic, mãe do garoto, o manda limpar seu quarto. E claro que o Bobby não faria essa tarefa árdua sem usar sua imaginação diversas vezes para não tornar tudo muito chato. Conforme Bobby’s encontra um brinquedo diferente ou precisa arrumar um lugar específico do quarto (embaixo da cama ou no armário, por exemplo), suas fantasias assumem a realidade e ele se encontra em situações distintas, enfrentando alienígenas, comidas vidas, fantasmas e germes. E falando em germes, uma curiosidade a respeito de Howie Mandel, é que ele sofre de Misofobia, tem medo de germes, e isso é percebido durante toda a série do desenho animado, pois constantemente o garoto enfrenta germes na sua imaginação. Sendo assim, todo o jogo se passa com o objetivo de Bobby limpar seu quarto.

Desafio – 7,0

Cada uma das fases se passa em um ambiente próprio, na primeira fase, enfrentamos criaturas do espaço. Na segunda fase nós vamos para debaixo da cama e encontramos meias e comidas vidas querendo nos atacar. A terceira fase se passa no terror de todo gamer de plataforma, dentro da água, enfrentando todos os inimigos aquáticos do aquário de Bobby. Para a quarta fase, nós tiramos as botas de Cowboy do armários e vamos ao Faroeste enfrentar bandidos e cobras. Por fim, a quinta fase acontece no temido armário, onde bruxas, fantasmas, bichos papões nos aguardam. No total o game possui 3 chefes que são bem fáceis e todos são enfrentados no modo Shooting Up (nave com rolamento horizontal). A dificuldade do game não é tão considerável, mas precisa ficar atento constantemente ao que acontece no cenário, pois os inimigo literalmente caem na sua cabeça a todo momento.

Audio – 6,5

Cada fase do jogo possui um som ambiente próprio e passa uma boa sensação de inserção, o único problema é que a música se repete para cada cenário da fase. Os efeitos sonoros são um pouco irritantes com o passar de tempo do jogo, mas como o jogo é curto não é nada que vá te fazer ficar maluco. O som fica um pouco estourado em algumas fases e em alguns efeitos sonoros específicos (quando se defende de alguma estrela ou algo que caí do céu). O áudio não é o que tem de melhor no jogo, mas ele não atrapalha em nada o gameplay.

Jogabilidade – 5,0

Esse é o item mais complicado de Bobby’s World. Eu joguei esse game no console e com o controle original do Super Nintendo, e realmente ele é duro. A movimentação lateral do personagem é extremamente lenta e quando você pula dá a impressão que o Bobby tem um jato embaixo dos pés, pois com um salto ele praticamente pula metade da tela e com aumento considerável na velocidade de deslocamento, sendo obrigado a calcular bem todas as vezes que você for saltar para ter certeza que cairá em um local seguro. Com o tempo você acostuma mas isso realmente atrapalha. Outra dificuldade que possamos ter é pendurar-se em algumas plataformas usando o Webbly (a aranha de pelúcia), o tempo de resposta do pulo e do arremesso do Webbly tem um delay considerável e em certos casos o precipício será o destino do seu personagem.

Diversão – 8,0

Agora vem a polêmica. Apesar de todos esses defeitos posicionados anteriormente, Bobby’s World é sim, um jogo divertido, sem brincadeiras. Ele te prende de alguma forma e você quer zerar ele de qualquer jeito, depois que você consegue se acostumar com os controles, é notável ver o desenvolvimento do jogo e você fica curioso para conhecer desafios que veem pela frente. O efeito nostálgico, as variações das fases e de ações no jogo, são o segredo da diversão de Bobby’s World.

Nota Final
6,5

Você pode conferir nossa gameplay de Bobby’s World logo abaixo:

Análise de Games - Resident Evil: Survivor - Playstation 1



Resident Evil Survivor é um daqueles jogos que são considerados o filho bastardo de uma família de sucesso, mas eu tenho que discordar um pouco. Apesar de não ter tantas relações com a história original, Survivor não deixa de ser um game bom.  Infelizmente o que deixou o jogo muito abaixo da média foi a jogabilidade, a ideia de transformar um jogo em terceira pessoa em primeira pessoa, para o jogador se sentir mais envolvido com o game, é muito boa mas foi muito mal feita. 
Claro, temos que levar em conta que há uma pistola que foi desenvolvida especialmente para o game, para deixar menos traumatizante a experiência, imagine que não há uma arma na tela como referência, como funciona nos FPS normalmente, e aparece somente a mira e você tem que arrastar essa mira até o personagem para poder atirar, não rolou! Se a jogabilidade fosse igual a de Medal of Honor, seria um sucesso. 
O jogo te prende de certa forma e não há tanta dificuldade, tirando a briga com os Hunters que são muito insistentes e aparecem na sua frente do nada, mas em sua maioria, você consegue salvar o game sem precisar matar ninguém, tirando alguns chefes chaves para poder seguir a diante no jogo e isso não é difícil. A parte sonora não tem segredos, padrão Resident Evil. O enredo é bem contado, desde o início da trama com um personagem que perdeu a memória devido a um acidente de  helicóptero descobre aos poucos da sua real natureza com o decorrer do enredo, a história tem um começo, meio e fim considerável. Se você gosta de um game estilo arcade, que pode ser zerado em 2 horas sem muito esforço, vale a pena ter na coleção.

Notas:
Jogabilidade: 5 (Controle muito ruim, lento e sem dinâmica, com a pistola do game melhora um pouco);

Diversão: 7,0 (um bom arcade game, finaliza rápido, um bom jogo para passar a tarde);
Desafio: 6,00 (muito fácil para se zerar, mas, há diversos caminhos que podem ser seguido, vai ser preciso jogar umas três vezes para ver tudo no game);
História: 7,0 (aceitável, enredo teve um desfecho aceitável);
Áudio: 6,5 ( mesmo de sempre da série, mas o barulho dos passos do personagem principal irrita um pouco hehe!)
NOTA FINAL: 6,3
E se você não conferiu, nós realizamos uma live completa em nosso canal do YouTube do jogo de Resident Evil Survivor. Confira!